República Centro-Africana

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A República Centro-Africana, antigo território da África Equatorial Francesa, faz divisa com: Chade, Sudão, Sudão do Sul, República Democrática do Congo, República do Congo e Camarões. A capital do país é a cidade de Bangui.

O país foi governado, como Colônia, pela França a partir do final do século XIX até 1960. Após sua independência até 1990, o país foi governado por liderança autocrática, que detinham o poder absoluto do Estado, em 1993 a República Centro-Africana elegeu democraticamente o primeiro presidente, por meio de um processo eleitoral multiparditário.

Hoje, a República Centro-Africana é uma república presidencialista, onde o presidente é o chefe de Estado e govena por um período de 6 anos, devendo ser eleito democraticamente. É o presidente quem deve indicar o primeiro ministro e o conselho de ministros. Porém, nos últimos 11 anos o país sofreu dois importantes golpes de estado, sendo o primeiro deflagrado em 2003 e o último em 2013. Tais golpes de estado acarretaram na eclosão da Guerra Civil no país entre o governo, mulçumanos e cristãos, com início em 2004 perdurando até o atual momento. Os combates se intensificaram em dezembro de 2012, objetivando a limpeza étnica e religiosa, culminando em um massivo deslocamento populacional nos anos de 2013 e 2014.

A República Centro-Africana é um dos dez países mais pobres do mundo, com PIB per capita em torno de US$ 726,00 e Índice de GINI de 61,3. A sua enconomia é basicamente agrícola, com destaque para a agricultura de subsistência, agricultura de exportação e criação de bovinos. Além da atividade agrícola, o país detem significativas jazidas minerais, dentre as quais o diamente, urânio, petróleo, e ouro. Explora também a extração de madeiras e o turismo, sendo este último a nova crescente fonte de divisas.

A população do país, quadruplicou de tamanho desde sua independência, sendo que a previsão populacional para o ano de 2014 é de aproximadamente  5.277.959 habitantes. A estimativa é que, segundo As Organizações das Nações Unidas, cerca de 11% da população entre os 15 e 49 anos é portador do vírus HIV, sendo que apenas 3% do país tem a terapia antirretroviral disponível.

A diversidade étnica também é relevante, hoje existem mais de 80 grupos étnicos, cada um com sua própria língua. Os maiores grupos étnicos são os Baya (33%), Banda (27%), Mandjia (13%), Sara (10%), MBOUM (7%), M'Baka (4%) e Yakoma (4%), com os outros 2%, incluindo descendentes de europeus, principalmente franceses. As línguas princiapis são: Sangho (língua materna para 17% da população) e o Manza (11%). A língua oficial é o Francês.

No país, 66% da população é formada por cristãos, 18% por religiões tradicionais africanas e 15% pela religião Islã. Atualmente diversos grupos missionários desenvolvem ações na República Centro-Africana, dentre os quais: luteranos, baptistas, católicos, mórmóns e as Testemunhas de Jeová. Os grupos, predominantemente, são de países como: Estados Unidos, França, Itália, Espanha, Nigéria, República Democrática do Congo e outros países africanos. Porém, devido à intensificação dos combates e à escalada da violência, os missionários estão deixando o país.

A saúde pública tem sido um problema importante na República Centro-Africana, onde a expectativa de vida feminina ao nascer era de 48,2 anos e a esperança de vida do sexo masculino ao nascer era estimada em 45,1 no ano de 2007. A taxa de fertilidade é de cerca de cinco nascimentos por mulher e o gasto público com saúde é de cerca de US$ 20 por pessoa, cerca de 10,9% das despesas totais.

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